Um fotógrafo não de casamento, mas sim de emoções

Foto Rodrigo Zapico

“E ainda que tentasse trabalhar apenas por profissão, seria impossível”. Rodrigo Zapico, publicitário de formação, fotógrafo de paixão, atua há 5 anos buscando a emoção que está sempre prestes a transbordar no grande dia de muitos casais. A Zankyou, sempre na busca dos melhores profissionais para te acompanhar no casamento, batemos uma bola com esse jovem e promissor fotógrafo e filmmaker de casamento.

Por quê escolheu focar sua arte em casamentos?
Sempre pensei na fotografia como a única chance que qualquer um de nós temos para poder relembrar momentos de uma maneira mais palpável.
Aquela coisa de sentar no chão da sala, anos depois, pegar um álbum já quase tomado completamente pela poeira e poder sentir o gostinho daquele sorriso que se enxerga na foto.
Lembrar a história. Rir dos dias que se passaram.
Daí que entre os dias mais importantes da vida de uma pessoa, senso comum, que está o casamento.
Esse misto de responsabilidade e liberdade para brincar de fazer história é meu combustível para fotografar os dias de dizer ‘Sim’.
Me sinto super lisonjeado por ser escolhido para fotografar um casamento, dos maiores aos menores. É como se as pessoas confiassem a lembrança de seus dias a mim.

Foto Rodrigo Zapico

Qual é a sua inspiração na hora de tirar as fotos?
Digo para as noivas que não sou um Criador de Histórias, mas sim um Contador delas. Não quero ver na minha frente atores. Quero sentir vida real. Quero sentir emoção.
A inspiração tem que sair do que está sendo vivido, não daquilo que eu gostaria que acontecesse. Por conta disso tento manter um relacionamento super próximo com todos os casais, saber detalhes absolutamente pequenos de muitas coisas que os envolvem. Saber da história dos dois juntos, dos momentos que os encantam e estudá-los quase que psicologicamente.
Penso que se sentir o que está acontecendo durante o casamento, o coração passa a dica para as mãos que fazem o resto do trabalho.

Que dicas você dá pra noivas na hora de escolher o profissional que vai registrar os momentos mais felizes da sua vida?
Discutir arte é algo bastante impossível.
Há quem ame Monet, e há quem odeie Picasso. Ambos tiveram suas obras consagradas. Ambos são bons naquilo que fizeram, porém, cada um a sua maneira.
Com a fotografia de casamento, especialmente nessa linguagem que uso, confiar no coração do artista é mais importante que saber ‘qual equipamento vai usar no dia’.
A empatia é tão ou mais importante que o trabalho final em si.
Por mais ‘afamado’ que seja o profissional, caso não role uma cumplicidade entre o casal e ele, as fotos dificilmente expressarão as emoções que por ali passaram.

Quando começou a trabalhar com fotografia?
Comecei a trabalhar com fotografia antes mesmo de entrar na faculdade, por volta de 2003, quando trabalhava em uma agência de publicidade fotografando Produtos.
Sempre tive um problema muito sério. Gosto de analisar o resultado de meu trabalho junto com quem participou dele. Daí já viu…os produtos nunca falavam! Rs…
Aos poucos fui tentando me inserir na fotografia de pessoas, fotografando centenas de formaturas, e embora não houvesse uma super personalização do trabalho, já conseguia ter um feedback ‘vivo’ daqueles que clicava.
Daí para fotografia de casamento e pessoas foi um pulo.
Em 2007, ainda no penúltimo ano da Faculdade de Publicidade e Propaganda que cursava na USP, apostei que viver dentro de uma agência criando peças para ‘vender’ não era muito coisa de coração e abracei o estudo pela fotografia de pessoas como o coração na frente de tudo.
Hoje, não digo que fotografo casamento. Digo com bastante orgulho que fotografo emoções.

Foto Rodrigo Zapico
Foto Rodrigo Zapico
Foto Rodrigo Zapico
Foto Rodrigo Zapico
Foto Rodrigo Zapico

Rodrigo se especialzou em vídeo nos Estados Unidos e traz para os vídeos o mesmo conceito. Confira aqui um de seus vídeos: